Arquivo de janeiro, 2012

Valeu a pena

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Nós, fãs de tênis, já somos acostumados a sofrer com a escassez de jogos transmitidos pelas emissoras de TV (paga, é claro); com a baixa qualidade de alguns streams piratas na internet; com os elevados preços das transmissões oficiais dos sites especializados; com os nomes e sobrenomes complicados; com a barreira do idioma. Mas também já estamos habituados a sofrer com um questionamento frequente. Não sei vocês, mas eu tenho que responder quase que semanalmente o porquê do tênis e não o futebol, o vôlei, basquete, golf, baseball, bocha, biriba…

Dizem que as regras são complicadas, que os jogos são chatos e monótonos; Que é esporte de rico jogar e assistir; dizem que é fácil correr atrás de uma bolinha; dizem tantas coisas… Nós, não cansados de ter que explicar as regras a cada jogo, ainda temos que responder o famoso questionamento: Por que o tênis?

E, sabe, essa é uma pergunta sem resposta. É a mesma coisa de te perguntarem, por que tal time e não aquele? Por que se casou com aquela pessoa e não com aquela outra? Algumas escolhas que fazemos não são passíveis de explicação. Como explicar aquilo que não sabemos a resposta?

E são em torneios como o Australian Open que essas perguntas ficam ainda mais rotineiras. Em razão do fuso horário – a grande parte, pelo menos – acontece durante a madrugada, quando as pessoas “normais” estão dormindo. Mas como poderíamos dormir se ao mesmo tempo estão acontecendo inúmeras partidas simultâneas em Melbourne? Às vezes a programação, impiedosa, coloca no mesmo horário todos os nossos favoritos em quadra. Esse é o momento do Deus nos acuda. Abrimos várias janelas e improvisamos um verdadeiro mosaico na tela do nosso computador. Ao mesmo tempo nos divertimos com as transmissões desastradas da TV.

E quando, por um descuido qualquer, nos sucumbimos ao sono e perdemos um jogo ou outro, ou, sequer, aquele ponto capital. É o crime. Não nos perdoamos, por mais que tenhamos, fora do universo do tênis, uma vida comum, com afazeres e trabalhos de pessoas comuns. Alguns poucos sortudos podem virar a madrugada em frente à tela do computador e se deliciar com a programação generosa do torneio. Outros, como é o meu caso, são obrigados a fazer escolhas. Se não podemos assistir a todos os jogos, temos que escolher aqueles que são os mais importantes e que envolvam as nossas estrelas particulares. Nem que para isso seja necessário picar o sono. Será necessário. Na maioria dos dias, dormimos tarde, acordamos cedo e vamos trabalhar. Com olheiras, semblante cansado, verdadeiros cacos. Mas nos pergunte se estamos tristes, arrependidos. A resposta será a mesma sempre: Não. E o motivo é simples. Diferente da maioria, nós conseguimos ver naquele winner improvável, ou naquele ace no break point, um momento de imensurável prazer. Se a partida é cheia de reviravoltas, de lances espetaculares e repleta de emoção, pronto. Ganhamos nosso dia. Ou melhor, madrugada.

Ficamos a mercê daqueles que julgamos ser tão íntimos que os chamamos pelos nomes e apelidos, que às vezes nós mesmos criamos. Comemoramos aquele ponto decisivo, como se fosse uma vitória pessoal de cada um de nós; vibramos como se o mundo estivesse torcendo por nós; e, é claro, sofremos como se o fracasso nos pertencesse. Aplaudimos, gritamos, xingamos, pulamos, sofremos, vivemos intensamente aquele momento. E se quisermos rever um outro ponto, procuramos, feito loucos que somos, o vídeo daquela jogada. Se o jogo merece ser guardado ou se o perdemos, não tem problema. Existirá uma forma de baixar aquela partida e ver/rever quando e onde quisermos. Elegemos os heróis e heroínas e, da mesma forma, apontamos os vilões… Assumimos como nossos seus sorrisos e suas lágrimas.

No final do torneio somente uns sorrirão. A maioria irá lamentar a derrota. Uns conviverão pacificamente com o fracasso, outros ficarão decepcionados e haverá aqueles que botarão a culpa no juiz de linha que errou uma marcação duvidosa, ou no juiz de cadeira que não permitiu a utilização do desafio. Mas bola pra frente, por mais que seja duro e amargo o sabor da derrota, o tênis permite um renascimento a cada semana, a cada torneio. E a gente, num misto de ingenuidade e esperança, acreditamos que será diferente.

Parabéns, Novak Djokovic e Victoria Azarenka, os grandes campeões do Australian Open! Parabéns a todos os(as) outros(as) tenistas que fizeram o show acontecer e a maratona valer a pena!

Gata da Rodada – Segunda Feira

A gata desta rodada foi uma intimação do nosso amigo 15-0 (aka Michel Daszmarelli) que disse que me processaria e me colocaria na cadeia por 300 anos caso eu não escolhesse essa tchutchuca.

Eu assumo que nem foi tão difícil assim aceitar ela como gata da rodada, afinal ela tem belos olhos azuis, belas covinhas, um belo sorriso e teve coragem de tirar a roupa pra revista ESPN pra mostrar que não é apenas mais um rostinho bonito, é também mais um corpinho bonito.

A gata desta rodada é: Vera Zvonareva

Fotos: Zimbio 

Gata da Rodada – Domingo

A gata desta rodada é mais uma que deu adeus prematuramente ao torneio, to vendo que as belas estão caindo e tá ficando cada vez mais dificil escolher rs.

Sem mais atrasos porque eu já demorei um dia inteiro pra me decidir, a gata de hoje é: Ana Ivanovic

Fotos: Daylife

Gata da Rodada – Sábado

A gata da rodada de hoje merecia mais o título de deusa da rodada do que de gata, com certeza uma das mais lindas jogadoras do circuito, dona de um sorriso lindo, olhos mais lindos ainda, de um carisma enorme e uma fofura de igual tamanho, infelizmente a bela deu adeus ao torneio na rodada deste sábado (domingo na Austrália) e vai deixar um monte de marmanjo (inclusive eu) órfão de sua beleza (poético, eu sei rs).

A gata desta rodada é: Julia Goerges, deve ser algo na água da Alemanha, vai ter mulher linda assim lá na Europa!

Fotos: Zimbio e Daylife