Posts com a tag Caroline Wozniacki

10 coisas que aprendi na Gillette Federer Tour

10 coisas que aprendi na Gillette Federer Tour

Dos dias 6 a 9 deste mês o Brasil recebeu a elite do tênis profissional em São Paulo e o 40-love estava lá para prestigiar o evento, conhecer membros da Tênis Máfia e tietar Dácio Campos.

Minha experiência na Gillette Federer Tour, ou “Roger e amigos”, foi tão marcante que decidi compartilhar com vocês o que eu aprendi durante meus dias no evento. Sentem que lá vem a história, crianças.
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WTA Dubai 2012: In Ninja we trust

WTA Dubai 2012: In Ninja we trust

O torneio que deu a Agnieszka Ninja Radwanska o 5º lugar do ranking resumido.

o 5º Premier da WTA de 2012 começou com suas duas primeiras cabeças de chave desistindo antes de suas estréias no torneio. Kvitova (2) desistiu por uma virose e Azarenka (1) pela contusão no tornozelo esquerdo que sofreu na semana anterior, em Doha.

A partir daí a competição seguiu relativamente tranquila para as seeds restantes. Quase estranho de se ver num torneio WTA. As decepções de início ficaram por conta de Bartoli (6) – aparentemente com algum tipo de contusão na coxa, embora não tenha pedido atendimento médico durante a partida -, que caiu na primeira rodada para Peng, e Schiavone (7) que também caiu na estréia, para Ivanovic. Aliás, Bartoli x Peng foi o jogo mais interessante da semana pra mim. Nunca havia visto as duas melhores rankiadas double-handers da tour jogarem uma contra a outra, e o jogo não decepcionou minhas expectativas. Foram vários rallies interessantes, agressividade para todo lado, e um padrão interessante: Bartoli ganhou os 3 primeiros games de ambos os sets, mas depois perdeu os 6 subsequentes em ambos também. Uma pena a fadiga de Bartolina, não fosse isso esse jogo poderia ter sido melhor ainda.

Julia Goerges em Dubai 2012
A lucky loser Casey Dellacqua pegou Julia Goerges na segunda rodada depois de herdar o bye de Azarenka mas não aproveitou a oportunidade, levando um bagel e 62. Georges, por sua vez, vinha de um jogo que deveria ter perdido, com Kuznetsova. Não preciso nem dizer o que aconteceu, mas direi mesmo assim pra quem não está familiarizado com o conceito de russice: Sveta tinha total controle do jogo, mas lembrou que é russa e deixou a adversária ganhar. A história da vida dela em todos os jogos que perde atualmente. Ainda nessa chave, Hantuchova teve que suar pra ganhar de Hercog em três sets, antes de eliminar Peng em dois. Nas quartas, Dani ganhou o primeio set contra Goerges, mas depois russou (apessar de não ser russa) e perdeu os dois seguintes pois não conseguiu retormar a confiança que tinha no 1º set nem tirar a que deixou Goerges adquirir no 2º.

Goerges esperava por Wozniacki (3) na semifinal. A dinamarquesa teve um torneio tranquilo até então, com vitórias sobre Halep e Ivanovic. Nesta semi, o jogo foi num padrão similar ao de Karolina com Ivanovic: sua adversária disparando forehands potentes constantemente em sua direção, o mesmo plano de movimentar a adversária o máximo possível e a tentativa de fugir do seu forehand e do da adversária. A diferença é que Caro nunca conseguiu parar Julia totalmente. Ela a quebrou quando a outra sacava para o primeiro set, mas perdeu o tiebreak do mesmo por 7-3. No segundo, a mesma história, quebras dos dois lados até que Julia se estabiliza, Caro não faz nada e lá se vai o set, e a partida. Foi a 3ª vitória consecutiva da alemã sobre Wozniacki. Um sinal vermelho para o “Woz camp”, pois com Caro defendendo o título em Indian Wells e Radwanska e Stosur jogando bem, é quase certo de que ela cairá ainda mais no ranking.

Do outro lado da chave, Jankovic (8) estava nas semis depois de derrotar a 5ª melhor rankiada e campeã do US Open Samantha Stosur (4) em sets diretos. Não posso falar nada desse jogo, pois não vi (de vez em quando tenho que trabalhar, sabe?), mas Sam está num nível estável, não tão bom quanto ganhou seu primeiro Slam, nem tão ruim quanto na Austrália nesse início de ano. Portanto essa vitória indicava que Jelena estava jogando bem. Ela esperava por Radwanska (5), que chegara na semifinal com uma vitória com autoridade sobre Lisicki (9) em sets diretos e um susto contra Aleksandra Wozniak na primeira rodada (que, aliás, deve voltar a figurar o top 40-30 logo se manter esse nível de jogo). Essa semifinal foi, pra mim, o melhor jogo da semana.

Partida da semana: Jankovic x Radwanska

Jankovic na semi de Dubai 2012
O jogo começou parelho. JJ entrou com um plano claro de ser agressividade e Aga com suas habilidades defensivas em seu melhor. Os erros de JJ a fizeram perder o primeiro set por 6-2, erro que ela não deixou acontecer no segundo, que ganhou por 6-2. A garota diva da Fila não conseguiu manter o nível no terceiro, enquanto Aga o fez durante toda a partida, e levou um pneu no set decisivo. Sendo o nerd tenístico (isso existe, né?) que sou, o que mais adorei nessa partida além da qualidade dela foram os números:

- 0 (ZE.RO.) foi o incrível número de vezes que Radwanska teve que usar seu segundo saque no primeiro set;
- JJ ganhou 12 de 13 pontos e fez 3-0 no segundo set, incluindo 11 winners (sendo que fez 9 no total no primeiro);
- Ainda no segundo set, um espetacular rally de 34 shots aconteceu, acabando com um winner de JJ. Para mim o melhor rally da semana;
- Os últimos 4 games de serviço de Aga foram de 0;
- Aga ganhou 22 dos ultimos 26 pontos da partida.

A final

(Escrita por 15-0, que acompanhou a partida)

Radwanska campeã em Dubai 2012
Agnieszka Radwanska e Julia Goerges fizeram uma final nervosa. Melhor para a polonesa, que saiu com o a vitória em 2 sets, 7/5 6/4 e a 5ª colocação no ranking mundial, seu melhor ranking na carreira. Radwanska foi bem mais consitente que a alemã na final. O saque da Aga, pasmem, fez muita diferença. Principalmente no primeiro set. Já no segundo, as devoluções da alemã, especialmente no segundo saque da polonesa, fizeram a diferença. Quando Radwanska aliava a mão, Goerges mandava uma pancada na devolução. Em alguns momentos, funcionou. Mas como quem arrisca demais, também erra demais, o forehand da Goerges pecou muito nos momentos decisivos. Mais equilibrada, Aga soube controlar melhor seus golpes e saiu com o primeiro troféu na temporada.

Ninja, como apelidada por nós, segue invicta na temporada contra adversárias que não se chamam Victoria Azarenka. Foram três encontros, em Sydney, Australian Open e Doha, e a número 1 do mundo saiu com o triunfo em todos. O último deles, na última semana, custou duras críticas à bielorussa, que, na oportunidade, venceu por duplo 6/2.

Controvérsia

Aga tinha algo a dizer sobre este último encontro quando foi, e enfatizo, perguntada sobre o que ela acha que aconteceu nesse dia. Aga disse que perdeu um pouco de respeito com Vika, e que o jeito que ela se portou não é o jeito que ela acha que as jogadoras devem se portar. Aga não é chamada de Ninja somente pelo seu jogo, mas também pela sua frieza. Aga sempre disse o que acha quando questionada, não o que querem ouvir. E como disse semana passada no resumão de Doha, Vika não rolou seu tornozelo, mas mesmo assim mostrou-se sofrer com o mesmo pelo resto da partida. Coloca-se este fato com a análise fria de Radwanska e podemos ver que talvez o ponto dela seja válido. Muitos podem descartar essa minha análise desse fato por eu ser fã da polonesa, ou pelo fato dela somente ter perdido para Azarenka nesta temporada, mas uma coisa todos podem acreditar: Aga falou com base no que viu, e se ela – que estava a 10m de Azarenka – viu uma jogadora fingir ou exagerar uma contusão, é isso que ela viu.

Será interessante acompanhar o desenrolar desta história. Como as duas irão de compartar uma com a outra, e como Wozniacki – que está entre as duas na amizade e no ranking – pode entrar no meio. Isso ficará para a sessão fofoca quando as mesmas se expalharem pelos vestiários.

WTA Doha 2012: Like a boss

WTA Doha 2012: Like a boss

Like a boss. Essa é a sentença que pra mim melhor descreve a atitude de Victoria Azarenka com o resto da WTA Tour no momento.
Mais um título para a coleção. O terceiro do ano, e ainda estamos em fevereiro.

O torneio começou com um festival de cabeças (de chave) rolando. Cibulkova (11) perdendo pra Pennetta logo na primeira rodada; Kerber continuando sua invencibilidade (3-0) contra Lisicki (9) também na primeira rodada; Ivanovic (13) perdendo para Cetkovska em sets diretos, uma jogadora em quem ela aplicou um pneu no caminho pra seu único título de Grand Slam; Ping Pong Peng (12) desapontando denovo e perdendo para McHale; a ex-russinha-emergente Pervak virando contra a russa-que-já-deveria ter-emergido Pavlyuchenkova (10); Dani Legs (15) jogando bem mas mesmo assim perdendo pra uma inspirada Halep; a diva Jankovic (8) surpreendendo (será?) e perdendo para Peer; Schiavone (7) para Wickmayer; e a defensora do título Bepa Zvonareva (6) se retirando na segunda rodada contra Niculescu.

Caroline Wozniacki durante a derrota para SafarovaAté aí tudo bem. Nenhuma dessas era uma contender pro título. Daí a nova número 4 do ranking Karolina Wozniacki decidiu aprontar e perder pra Safarova, que vinha de uma vitória sobre a Radwanska falsa. Wozniacki não estava muito mal, mas também não estava em um de seus dias normais. Estava se movimentando como o de costume, porém seu backhand não estava entrando como o de costume, e seus forehands ficando todos curtos. Essa performance contra uma jogadora que está jogando bem quase nunca irá ter resultado positivo para Caro. Safarova ainda ganhou de outra cabeç(ud)a – Kuznetsova (14) – antes de cair para Bartolinda nas quartas.

O mesmo não pode ser dito para Radwanska. Que jogou mal contra a qualifier Keothavong, e depois contra Lepchenko e mesmo assim ganhou os dois jogos confortavelmente. Depois jogou bem contra McHale nas quartas antes de ajoelhar contra Azarenka e voltar a não jogar nada. No jogo, Azarenka dominou no primeiro set, cedendo apenas 2 games. No segundo set, no 1-1 30-40, durante um rally típico entre as duas jogadoras Aga disparou um forehand que limpou a linha lateral, Vika devolveu, e Radwanska mandou outro no mesmo lugar, fazendo Vika virar bruscamente para tentar pegar o contrapé. E foi aí que a lesão aconteceu.

Azarenka depois de sentir a lesãoComo os comentaristas do Eurosport disseram – e eu concordo -, nenhum dos pés (ou tornozelos) de Azarenka virou. O que torna a lesão (aparentemente no tornozelo esquerdo) ainda mais preocupante dentro de quadra, quando um exame mais preciso era imprecindível para determinar o que aconteceu ao certo. No fim, Vika voltou a jogar, mas movendo-se menos para o seu lado do forehand. Radwanska não foi a mesma depois disso. E falar isso de quem já estava jogando mal é falar bastante. Brainfart após brainfart, ela não aproveitou chances, não movimentou Vika, fez muitos erros não forçados e lá se foi a partida. A foto do post aconteceu, e Vika estava numa final mais uma vez. Sua 5ª consecutiva.

Do outro lado da chave Bartoli indicava que iria fazer sua 2ª final em duas semanas, ao chegar nas semis com uma vitória suada sobre Safarova. Por ela espereva Stosur. A quem, convenhamos, não esperavamos que fosse tão longe assim no torneio. Depois de perder o primeiro set por 3-6, Bartoli estava sacando no primeiro game do segundo quando parou o toss e pediu o atendimento médico. A médica perguntou, enquanto massageava a bata da perna direita de Marion: “Quando você começou a sentir essa dor?”. Bartoli respondeu: “Há dois pontos atrás”. A médica depois perguntou: “Você acha que consegue continuar?”. A resposta foi um dolorido “Não”. Bartoli abandonou, e Sam estava na final.

Stosur praticando o facepalmingChegamos na final, com as duas últimas campeãs de Grand Slam. Com um head-to-head totalmente favorável para Azarenka (5-0), todos se perguntaram se Sam conseguiria repetir o feito do ano passado quando quebrou seu retrospecto negativo contra Sharapova no WTA Championships. Nada aconteceu. Sam nunca conseguiu entrar na partida. Sacando mal e cometendo muitos, mas muitos mishits, ela nunca teve uma chance.

Azarenka campeã em DohaAzarenka é campeã no ano mais uma vez. Estendendo seu winning streak para 17-0. O maior dos últimos tempos depois de Henin (32-0) entre a Rogers Cup de 2007 e o Australian Open de 2008 e uma vitória a mais do de Dinara Safina (sua linda! #wemissyou) que foi 16-0 de Roma até a final de Roland Garros em 2009.

Quem consegue parar Vika? Semana que vem ela terá outro teste, O Premier de Dubai. Apesar de ter uma chave consideravelmente fácil, com Wozniacki nas semis (se ela chegar lá), ela está lesionada, e pode encontrar Kvitova na final. O inegável é que o que Vika está fazendo é excelente para o circuito feminino. Ela foi de headcase número 1 para jogadora número 1. Ela chegou ao topo e está se portando como quem merece estar lá. Like a boss.

Fotos: Daylife.

Australian Open 2012: previsões a 4 mãos

Australian Open 2012: previsões a 4 mãos

O Australian Open 2012 começa hoje a noite, e nós decidimos fazer uma previsão conjunta entre 15-0 (Michel) e 40-0 (Victor) sobre o que achamos que acontecerá nas chaves. Pra quem sentiu a falta do 30-0 (Marden), como se alguém fosse sentir, mas o carioca forgado resolveu tirar férias em algum canto do mundo e não quis participar dessa bagaça. Se acertarmos, sambaremos na cara desse mané. Se errarmos tudo, pelo menos tentamos. Ah vá.
Obviamente, daqui a duas semanas veremos que erramos tudo.

Chave Feminina

Caroline Wozniacki

Wozniacki

15-0 : Se o tal do forehand angulado não for uma lenda urbana, Carol tem tudo pra vencer fácil até chegar nas quartas contra Kim ou Li. Daí, meu irmão, se vencer, ganha confiança para chegar na final. O grande jogo desse lado da chave deve ser o duelo entre as finalistas do ano passado. Carol, macumbeira que só ela, vai torcer por um terceiro set 9-7 para a chinesa, já que a Kim ela não vence nem em exibição. Vou dar um crédito para o forehand-lenda-urbana e coloco a number one nas semis.
40-0 : Caminho fácil até as quartas, onde aguarda Li Na ou Kim Clijsters. Não acho que passe de nenhuma das duas, caso passe ficarei bastante surpreso. Li Na é minha semifinalista dessa chave. Sorry, Karolina.

Petra Kvitova

Kvitova

15-0 : I got a feeling… Não consigo ver a Petra na final, quiçá nas semis. Mas aí eu olho pra chave e não vejo onde ela pode perder. Sam? Não. A australiana não vai tão longe em casa. Bartoli? Talvez. Ou Ivanovic? É melhor eu parar de beber… Mas vai lá, como não consigo ver ninguém que possa bater a Petra, passo a tcheca pras semis.
40-0 : Chave fácil com duas ou três oponentes que podem trazer problemas para a número 2. Pavlyuchenkova é sempre perigosa, Ivanovic e Kirilenko em um bom dia também podem causar danos. Confio em Marion Bartoli(nda) pra tirar o Exú nas quartas, mas caso ela não o faça, a semifinalista do quadrante de cima realizará o trabalho. Escolho Bartoli pra sair desse quadrante.

Victoria Azarenka

Azarenka

15-0 : Ah vai. A chave da Vika é boa. Muito boa. Ela não tem Kim, nem Serena e nem Li. Acho que chega fácil para as quartas e deve enfrentar (de novo) a Aga. Se Schiavone estivesse numa boa fase, eu apostaria nela contra a Radwanska, mas não é o caso. No fim das contas, passa a Vika.
40-0 : Vika tem um quadrante não necessariamente difícil, mas deve ter muito cuidado. Além de iniciar sua campanha contra a jovem britânica Heather Watson (que não vai entrar em quadra e se fingir de morta), oponentes perigosas como Shuai Peng, Francesca Chica Schiavone, Yanina Wiackmayer e a recém-chegada ao top 50 Mona Barthel podem causá-la trabalho. A Ninja Radwanska a espera nas quartas, e eu sinceramente não sei quem sai viva desse encontro. Escolho Agatinha pra sair desse quadrante, mas se Vika for a sobrevivente não será surpresa alguma.

Maria Sharapova

Sharapova

15-0 : Pô, Maria. Serenão? De novo? Aff… Mas antes mesmo da Serena, eu já me preocupo com a Sveta. Ou eu deveria me preocupar já na terceira rodada contra a Kerber? Falando em me preocupar, é claro que a Bepa pegaria a “low-seed bomba”, Kaia “cara da magreza” Kanepi. O jeito é torcer pra Kanepi copar a Serena, porque se não Serenão vai pra semifinal e ninguém segura mais. Ou vai aparecer uma Sam na vida dela de novo? Williams nas semifinais. E vá se benzer, Bepa! Sua linda!
40-0 : A número 4 do ranking pegou a chave mais difícil do torneio, inegavelmente. Serena Williams, Sabine Lisicki, Kaia Kanepi, Vera Zvonareva, Svetlana Kuznetsova e Angelique Kerber estão todas nesse quadrante e nenhuma dessas deve ser ignorada. Se Maria passar sem sustos pela sua oponente da primeira rodada, Gisela Dulko, ela deve ter facilidade para chegar as oitavas onde Lisicki a espera. Passando por Lisicki chega a hora da onça beber água (um salve pro Maraucci!): Serena Williams ou uma em forma Kaia Kanepi. Caso consiga passar para as semis me arrisco a dizer que ela ganha o título. Porém, escolho Serena Williams para sair inteira daqui.

Darkhorses

15-0 : Nos últimos anos a Austrália tem visto poucas surpresas… as chinesas costumam jogar bem lá e Zheng vem invicta na temporada. Acho que a Kanepi pode aprontar pra cima da Bepa e até da Serenão. E não ficaria nada triste se a Pavs copasse a Kvis. Se a Pervak ainda fosse russa, ela venceria a Na Li. Mas o tênis não feito para cazaques viradores de casacas.
40-0 : Se não fosse pelo seu ranking, Kaia Kanepi não poderia ser considerada uma darkhorse considerando sua forma demonstrada em Brisbane semana passada. Mas ela é. Kerber e Jie Zheng também podem cortar algumas cabeças (de chave) ao longo do torneio.

O último sobrevivente

15-0 : Vika chega em sua primeira final de Grand Slam e como ela não é a Kvitova, ela sairá chorando do jogo contra a Serena. Mas vai aprender pro futuro.
40-0 : Numa final entre Na Li (passando em três sets por Radwanska/Azarenka) e Serena Williams (passando em sets diretos sobre a Bartolinda), Serenão leva seu sexto título em Melbourne.

Chave masculina

Novak Djokovic

Djokovic

15-0 : As chances do Nole sempre crescem quando ele não tem o Federer nas semifinais. Acho que atropela nas três primeiras rodadas. Nas oitavas, pode fazer um duelo interessante com o Raonic (não boto fé no Roddick). Consigo ver o Ferrer ganhando dele nas semis. BOOOOOM Vou no Espanhol.
40-0 : Nole tem um passe livre as oitavas onde pode encontrar dois dos melhores sacadores do circuito: Andy Mohawk Roddick ou o canadense Milos Raonic. Passando por eles, Nole deve ganhar fácil de Ferrer nas quartas e chegar nas semis com energia.

Rafael Nadal

Nadal

15-0 : A chave do Nadal é mole até a terceira rodada (Kuznetsov, Haas e Ljubicic). O croata seria perigoso se não fosse um jogo de cinco sets. Nas oitavas uma chuva de aces contra Feli ou Isner, ou dois velhos conhecidos, Davydenko e Nalbandian. Mas hoje são mais velhos do que conhecidos. É quase barbada que Berdych será o adversário das quartas. E é quase certo que o tcheco vai amarelar. Rafa chega às semis e depois para no Roger.
40-0 : Wedgie-boy tem uma chave mole até uma oitava-de-final contra o sacador John Isner, que sempre o dá trabalho. Conto com Berdych para eliminá-lo nas quartas.

Roger Federer

Federer

15-0 : O SORTUDO da parada. Federer fugiu do Nole nas semifinais e caiu numa chave mole, mole (skyisblue). Não vejo ninguém que o assuste até às quartas e deve chegar descansado para jogar as semifinais contra o Nadal. Se não fizer muito mimimi, passa para a final.
40-0 : O Rei não tem nada a se preocupar além de pagar a conta da AppStore de sua esposa Mirka até as quartas contra Del Potro. Ele DEVE ir ileso para a semifinal.

Andy Murray

Murray

15-0 : Pra mim o AO é o Grand Slam que o Murray tem mais chances de vencer (Rolland Garros é do Nadal, em Wimbledon ele NUNCA irá lidar com a pressão e o USO é no fim da temporada). Mas esse ano ele deu azar. Monfils nas oitavas e Tsonga nas quartas!!! E se passar ainda tem o Nole nas semis. Se mitar e chegar na final, vai ter que vencer o primeiro Slam na carreira contra Federer ou Nadal. Boa sorte em 2013, Andy!
40-0 : Chave fácil. Com Monflis no caminho de uma quarta-de-final contra Tsonga, na qual acho que o britânico leva easy-breezy e sai vivo do quadrante.

Darkhorses

15-0 : Tsonga e Ferrer contam como darkhorses? Se sim, fico com eles. Se não, só pra trollar, coloco o Monfils.
40-0 : Só consigo pensar em um nome para o trabalho: (Ma)Milos Raonic.

A única sobrevivente

15-0 : Ferrer ou Tsonga se enfrentam para perder para o Federer na final. É o ano da cabra.
40-0 : O defensor do título Nole deve ir a final com pouca resistência de Murray. Lá Federer o espera, tendo ganho sua semi contra Berdych. Nole defende seu título com sucesso com sua 5a. vitória em 1 ano sobre O Iluminado.

Fotos: Daylife.