Posts com a tag fed cup

As Forasteiras

Cazaquistão

No último final de semana tivemos a primeira rodada da Federation Cup de 2013. Foram jogados os zonais continentais, as quartas de final do Grupo Mundial e os confrontos do Grupo Mundial II.

Sem suas maiores estrelas, a Rússia sofreu, mas conseguiu passar pelo Japão com uma atuação decisiva de Ekaterina Makarova. No sábado, a campeã de duplas mistas do U.S. Open foi atropelada por Ayumi Morita, mas se redimiu e conquistou os dois pontos do domingo – não tomou conhecimento da Kimiko Date-Krumm e fechou o confronto, vencendo nas duplas ao lado de Elena Vesnina. As adversárias da Rússia nas semifinais serão as Eslovacas,  que foram à Sérvia e se aproveitaram das ausências de Ivanovic e Jankovic para vencer o confronto por 3-2. O confronto de Abril será em solo russo. Do outro lado da chave, a Austrália foi à República Tcheca e foi atropelada pelas anfitriãs (Kvitova – duas vezes -, Safarova e a dupla Hradecka/Hlavackova marcaram os 4 pontos do confronto). Nas semifinais as atuais campeãs terão que ir à Itália para lutar pela vaga na final. No confronto mais incrível do final de semana, as Americanas chegaram a ficar muito próximas de eliminar a Itália, jogando em Rimini, mas foram derrotadas na decisiva partida de duplas, com ótima atuação das campeãs do Australian Open, Sara Errani e Roberta Vinci.

No Grupo de acesso, Suíça, Suécia, Alemanha (jogando na França) e Espanha se classificaram e tentarão a vaga no Grupo Mundial de 2014. As perdedoras (Bélgica, Argentina, França e Ucrânia) lutarão para evitar o rebaixamento contra as campeãs continentais Polônia e Grã-Bretanha (Europa/África), Canadá (Américas) e Cazaquistão (Ásia e Oceania).

No zonal Americano o Brasil chegou perto, mas sofreu a virada diante das favoritas Canadenses. Paula Cristina Gonçalves venceu, de virada, Sharon Fichman, mas Teliana Pereira caiu diante de Eugenie Bouchard e também nas duplas, ao lado de Laura Pigossi, contra Fichman e Eugenie Bouchard. Nossas meninas estão de parabéns. Paula Cristina Gonçalves, Teliana Pereira e Laura Pigossi (que raça da jovem promessa no jogo de duplas) mostraram que o Brasil pode sonhar sim com um título no zonal Americano num futuro próximo.

Se faltaram as maiores estrelas (Sharapova, Irmãs Williams e Ivanovic, Azarenka, Wozniacki, etc.), sobraram histórias, heroínas e muita emoção nos confrontos do fim de semana. Um fato que me chamou a atenção foi o grande número de forasteiras nas equipes. E o mais legal, todas elas honraram com dignidade as cores da nova pátria.

Lepchenko

Varvara Lepchenko

Até quem não acompanha o tênis deve estranhar uma americana com esse nome e sobrenome. Por mais que os EUA sejam a torre de babel consolidada em um único país, Varvara Lepchenko, de fato, não é Americana. Melhor dizendo, não nasceu em solo Americano. Lepchenko nasceu em Tashkent (única cidade que a gente já ouviu falar do Uzbequistão, só porque existe um WTA lá) e resolveu buscar a cidadania Americana por falta de apoio da federação Uzbeque. Lepchenko foi seduzida pelo sonho Americano de oportunidades e resolveu levar a família para os EUA e pedir asilo nos até conseguir a naturalização em 2007.

Falemos do feito de Lepchenko contra as Italianas. É verdade que a Americana já vem se destacando no circuito e até conseguiu uma improvável vaga para jogar os Jogos Olímpicos de Londres no ano passado, mas Lepchenko provou que pode ainda mais nesse final de semana, ao bater, no saibro, Roberta Vinci e Sara Errani e marcar os dois pontos dos Estados Unidos no confronto. O duelo que tinha tudo para ser um passeio para as Italianas só foi decidido na quinta e última partida. Prevaleceu o entrosamento da dupla número 1 do mundo, que bateu Lepchenko e Liezel Huber.

Os Estados Unidos saem derrotados, mas Lepchenko sai em alta e confiante para o resto da temporada.

Jogos de Lepchenko na Fed Cup:

  • Roberta Vinci – 26 64 75
  • Sara Errani – 75 62
  • Errani/Vinci d. Huber/Lepchenko – 62 62

Pervak

Ksenia Pervak

Pervak chegou a ser considerada uma das novas revelações do tênis Russo, flertou com a Eslováquia (onde treinou por alguns anos) e acabou se naturalizando Cazaque. Tá certo que a equipe do Cazaquistão é toda formada por forasteiras: Yaroslava Shvedova e Galina Voskoboeva são Russas de nascimento e Sesil Karatantcheva é Búlgara, mas Pervak foi o grande destaque das anfitriãs do zonal Ásia/Oceania, esse ano jogado em Astana. Atualmente nº. 73 do ranking da WTA, Pervak aproveitou o fato de ser a tenista número 2 da equipe e, por consequencia, enfrentar adversárias teoricamente mais fracas e atropelou quem cruzou seu caminho. Venceu as três partidas e perdeu apenas 5 games.

A histórica classificação coloca o Cazaquistão com chances de entrar no Grupo Mundial em 2014 e provar que a tática de conquistar tenistas secundárias da Rússia pode funcionar. Sabendo disso o Cazaquistão já passou a mão em duas promessas da Rússia Yulia Putintseva (vice campeã juvenil do U.S. Open em 2011) e Anna Danilina, de 18 anos.

Jogos de Pervak na Fed Cup 2013:

  • Rishika Sunkara (IND) – 60 60
  • Nudnida Luangnam (THA) – 60 61
  • Nigina Abduraimova (UZB) – 60 64

Oprandi

Romina Oprandi

Oprandi é um caso especial. Nascida em Jegenstorf, na Suíça, Romina jogou sob as cores de sua terra Natal até o ano de 2005, quando começou a defender a Itália, tendo inclusive jogado a Fed Cup no confronto contra a Espanha, em 2006. Oprandi atuou com a bandeira Italiana até o ano de 2012, quando decidiu volatar a defender a Suíça.

No duelo contra a Bélgica, válido pelo Grupo Mundial II, Oprandi foi decisiva. Venceu os dois pontos que disputou, derrotando Kirsten Flipkens e Yanina Wickmayer, tenistas mais bem ranqueadas que Suíça, e classificou seu país para lutar por uma vaga na elite da Fed Cup em 2014.

Jogos de Oprandi na Fed Cup 2013:

  • Kirsten Flipkens – 63 63
  • Yanina Wickmayer – 62 62

Robson

Laura Robson

Robson nunca chegou a jogar por outro país que não fosse a Grã-Bretanha. Também pudera, a jovem estrela da WTA, que é filha de um casal Australiano, nasceu em Melbourne, mas se mudou com um ano e meio de idade para Cingapura (WHAT?) e depois, aos seis anos, para o Reino Unido, onde começou a jogar tênis. Robson não é bem uma forasteira, mas quis aproveitar o fato de a Britânica ter nascido em um outro país para destacar sua semana vitoriosa em Eilat, cidade Israelense que sediou a eliminatória Afro-Européia

Sob os olhos atentos da Tia Judy Murray, capitã do time Britânico, e da participativa equipe, Laura foi o grande destaque da classificação do Reino Unido para disputar, em Abril, uma vaga para o Grupo Mundial II.

Jogos de Robson na Fed Cup 2013:

  • Margarida Moura (POR) – 62 61
  • Robson/Watson d. Larcher de Brito/Vale Costa (POR) – 62 61
  • Greta Arn (HUN) – 06 62 61
  • Jani/Marosi (HUN) d. Konta/Robson – 64 26 62
  • Konta/Robson d. Kajtazovic/Simic (BIH) – 60 60
  • Dia Evtimova (BUL) – 60 64

Outras Forasteiras

Jarmila Gajdosova (SVK –> AUS); Jamie Hampton (GER* –> USA); Liezel Huber (RSA –> USA); Elena Vesnina (UKR –> RUS); Vesna Dolonc (RUS –> SRB); Aleksandra Krunic (RUS –> SRB); Amra Sadikovic (MKD –> SUI); Johanna Konta (AUS –> GBR); Katalin Marosi (ROM –> HUN); Jasmina Katajzovic (SLO –> BIH); Julia Glushko (UKR –> ISR); Valeria Patiuk (UKR –> ISR); Urszula Radwanska (GER –> POL).

* Jamie Hampton nasceu em uma base Americana em Frankfurt, na Alemanha.

Aproveitando o tema e já que os confrontos da Fed Cup tiveram vários destaques, vamos eleger o nome da Fed Cup nesse final de semana.

Quem foi o grande destaque dos jogos da Fed Cup?

  • Petra Kvitova (25%, 2 Votes)
  • Julia Goerges (25%, 2 Votes)
  • Romina Oprandi (13%, 1 Votes)
  • Laura Robson (13%, 1 Votes)
  • Daniela Hantuchova (13%, 1 Votes)
  • Ekaterina Makarova (13%, 1 Votes)
  • Ksenia Pervak (0%, 0 Votes)
  • Varvara Lepchenko (0%, 0 Votes)
  • Ayumi Morita (0%, 0 Votes)

Total de votantes: 8

Loading ... Loading ...

Imagens: Site oficial da FedCup; Facebook FedCup.

Fed Cup a 6 mãos: Semifinais e play-offs

Fed Cup a 6 mãos: Semifinais e play-offs

Fim de semana cheio de partidas que nos mantiveram ocupados e, como sempre, procrastinando.
Entre elas, estavam as partidas da Fed Cup. Semifinais e play-offs rolaram no mundo todo. Aqui falamos dos confrontos do Grupo Mundial.

- 15-0: Eu pensava que a Rússia faria valer o mando de quadra, se bem que escolher o saibro para jogar contra Jankovic e Ivanovic, quando não se tem Myskina, Safina e Dementieva… é muita russice.
- 30-0: Auf geht!!! Se a Petra pode latir quando comemora, eu também posso.

Leia mais